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Textos de Paulo Rubem publicados na imprensa
Nosso entrave está na velha mentalidade privatista que vê na ação do estado apenas uma alavanca para seus próprios interesses. Incapazes de provar coerência entre a gestão de seus negócios e a administração da coisa pública, partiu de setores dessas elites políticas o saque aos cofres públicos, via Banco do Estado, de nada menos que R$ 300 milhões em recursos recebidos e até hoje não pagos. Outros fazem vista grossa e certamente continuarão apoiando nas futuras eleições os péssimos administradores que, nas prefeituras de diversos municípios, só se preocuparam em aumentar suas fortunas pessoais, superlotando o Tribunal de Justiça do Estado de processos e mais processos por improbidade administrativa. Hoje há mais de 250 deles para menos de 190 municípios.
Ciosos de seus próprios negócios, esses políticos-empresários tratam a coisa pública de forma diversa daquela com que tocam seus interesses. Desperdícios e mais desperdícios são patrocinados e alimentados, sempre amparados pelo socorro dos créditos suplementares do orçamento do Tesouro estadual. Milhões são empregados sem qualquer auditoria ou avaliação quanto à sua eficiência e eficácia do ponto de vista da economia do setor público e do atendimento aos interesses sociais mais representativos.
 
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