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Textos de Paulo Rubem publicados na imprensa
Em 1987 o PT definiu sua política de alianças. Entretanto, mais do que definir com quem vamos conversar, importa acertar o que pretendemos fazer e como nos propomos a governar municípios, estados e o país. Para isso o partido precisa construir propostas, das mais amplas às mais específicas, pois já virou moda dizer que o PT não tem projetos para os excluídos. A realidade, entretanto, prova o contrário. Propostas temos mas nem sempre estamos com os governos na mão para executá-las.
Valorizando a relação aliança, programa e prática formou-se a resistência de setores majoritários do PT no Recife, Salvador e Rio de Janeiro, quando nas eleições de 1996 as alianças aprovadas pelos encontros atingiram índices 17,5% a 30% do eleitorado, enquanto as chapas defendidas pela direção nacional não passaram de 4% em nenhuma das três capitais.
Agora em 1998 é necessário observar que uma questão é a aliança nacional ante o governo FHC e sua candidatura à reeleição. Outra matéria será a disputa pelos governos estaduais. Serão campanhas distintas para o mesmo eleitorado.
 
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